Um Comitê de Classificadores para Anotação Automática de Linguagem Tóxica em Português sob Escassez de Dados
DOI:
https://doi.org/10.21814/lm.18.1.506Palavras-chave:
linguagem tóxica, anotação automática de dados, comité de classificadoresResumo
Mensagens com linguagem tóxica configuram um problema recorrente nas redes sociais, evidenciando a necessidade urgente de métodos automáticos eficazes para mitigar seu impacto. Em geral, tais abordagens dependem de grandes volumes de dados rotulados, cuja construção é onerosa e demorada, além de demandar considerável esforço humano no processo de anotação. Para enfrentar esse desafio, este trabalho propõe um comitê de classificadores voltado à anotação automática de linguagem tóxica em português, concebido para operar com um número reduzido de dados previamente anotados. O comitê integra três estratégias complementares: um método semi-supervisionado baseado em grafos heterogêneos, uma abordagem de aprendizagem few-shot e um método fundamentado em Retrieval-Augmented Generation, ambos baseados em grandes modelos de linguagem. A proposta é avaliada em múltiplos corpora, considerando conjuntos originais e filtrados por concordância total entre anotadores. Os resultados indicam que o comitê apresenta desempenho competitivo, superando o melhor método individual em até 2% em cenários de maior equilíbrio entre os classificadores constituintes e mantendo desempenho comparável nos demais, além de preservar concordância moderada a substancial com os rótulos originais, evidenciando seu potencial para a construção de recursos linguísticos anotados sob escassez de dados.
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